revirando o baú

A Cor Púrpura

08/06/2016

Começo esse post com um pedido de desculpas devido a minha ausência,devido a esse final de semestre que é sempre corrido por conta da quantidade de trabalhos e provas, mas agora que tive um tempinho, gostaria de falar sobre uma das minhas últimas leituras, que foi o livro  "A Cor Púrpura" da escrita Alice Walker.

Título: A Cor Púrpura
Título original: The Color Purple 
Autora: Alice Walker
Editora: JOSÉ OLYMPIO 
Páginas: 358
Ano: 2016 (última versão lançada)
ISBN: 13: 9788503010313
Saiba mais: Skoob 
Capa, Diagramação e Escrita: 5/5 





Sinopse: 

“O livro narra a comovente trajetória de uma mulher negra na racista América do início do século passado. A Cor Púrpura é um romance sobre a força e dignidade do espírito humano.
A comovente história da adolescente negra começa em uma pequena cidade na Geórgia (EUA) em 1909. Celie, uma jovem com apenas 14 anos é violentada pelo pai e se torna mãe de duas crianças. Além de perder a capacidade de engravidar, Celie imediatamente é separada dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã. Ela é doada por seu pai a “Sinhô”, que a trata mais como escrava do que como esposa. Grande parte da brutalidade com que Sinhô a trata, provém por alimentar uma forte paixão por Docí Avery, uma sensual cantora de blues, que foi sua amante e tem grande influência na vida de Celie. Celie fica muito solitária e compartilha sua tristeza em cartas (a única forma de manter a sanidade em um mundo onde poucos a ouvem), primeiramente com Deus e depois com a irmã Nettie, que se tornou missionária na África. Conforme a trama se desenvolve, Celie revela seu espírito brilhante, ganhando consciência do seu valor e das possibilidades que o mundo lhe oferece.”

O livro:
Sem dúvida o livro A Cor Púrpura foi um dos mais intensos que eu já li, acredito que fez mudar toda minha concepção quanto mulher, já que o livro te transporta em um período onde o gênero feminino é quisto como seres inferiores equiparados aos homens (apesar que a ideologia de algumas pessoas infelizmente permeia sobre isso até hoje).

Não obstente, além disso nos deparamos com outras problemáticas, que no caso da vida de Celie tem todo seu destino mudado ao engravidar aos 12 anos do seu então pai, e longo em seguida  é afastada dos filhos e precisa ir morar com um homem mais velho viúvo para criar dos seus filhos e do lar, já que em sua casa não era mais  tão útil.


A escritora Alice Walker respeita todas as caraterísticas da personagem, que por sua vez relata seu cotidiano através de uma linguagem simples e robusta, porém é carregada de uma inocência e pureza que vemos apesar de toda violência e negligência que ela enfrenta.

Ao longo da  história, vemos Celie ter que se adaptar a essa nova família, assim como também a violência interposta pelo seu marido, que acredita que mulher é quisto como algo inferior e deve se sucumbir a violência física, a denigração da sua imagem, e aceitar traições descaradamente.



Cada situação dessa dava um nozinho no coração, o que me fazia sempre indagar como tais tratamentos ainda hoje são permissivos. não que necessariamente todos precisam se vincular algum movimento, mas sim respeitar a premissa de que todos somos humanos, e que o respeito mutuo deveria ocorrer, mas será que isso mesmo acontece?

“Tudo o que você fez, você já fez contra você mesmo. Eu posso ser negra, mulher, talvez até feia, mas obrigado Deus, Eu estou aqui! Eu estou aqui!"

Após todas essas mazelas descritas, ao poucos a escritora te propõe a se deparar também com todo o amadurecimento das personagens, o que te deixa bastante feliz, e faz acreditar que ainda assim possa existir mudanças, e que sempre há algo bom e novo para emergir.


Comecei a ler o livro pro causa do Leia Mulheres-DF e gostei tanto que resolvi usa-lo como base para a produção de um artigo de revisão de literatura para uma das disciplinas do meu curso de Psicologia, ainda não posso dizer como me sobressaí, mas contando pela experiência posso afirmar que foi ótima, então espero de coração que tenha dado certo!



"Tudo no mundo quer ser amado. A gente canta e dança e grita porque quer ser amada. Olhe as árvores. Elas fazem tudo que a gente faz para chamar a atenção, menos andar."


Então sim, esse livro me fez chorar, fez eu rever meu conceitos e me fez querer mostra-lo para todo mundo, assim como também me questionar por não ter o lido antes, mas acredito que nessa vida tudo tem seu tempo, então não vejo como uma hora mais propicia do que essa, onde ultimamente a sociedade que nos cerca anda passando muito por esse tipo de violação.


Sendo assim, esse é um livro que eu indicaria para a vida toda, sem hesitação nenhuma!


Espero que tenham gostado 
Comentários
1 Comentários

Um comentário :

  1. Nossa!
    Adorei! Já tinha ouvido falar desse livro, mas nunca parei para ver qual é a história e fiquei surpresa com o que você disse. Gosto muito de livros que fazem pensar já vou fazer uma nota mental para ler esse para ontem! Hahahaha
    Beijos!

    ResponderExcluir