revirando o baú

A Parede Branca do Meu Quarto

21/03/2016


Olá! 
Hoje a resenha consiste em falar sobre o livro A Parede Branca do Meu Quarto, da nossa parceira Marina Oliveira. Para essa resenha resolvi fazer algo diferente, e pretendo seguir assim nos próximos posts literários.

Farei os mesmos em forma de passo a passo, assim posso mostrar mais a fundo sobre o livro e fazer uma resenha mais completa. Espero que gostem desse novo modelo, então vamos lá?!


"Lucas nunca lia livros. E eu não gostava de café".








"Após ter um vídeo postado no YouTube sobre o surto psicótico que teve durante uma prova, Mariana Vilar virou uma celebridade da Internet. Infelizmente, isso não trouxe nenhuma vantagem para a vida dela: foi expulsa do colégio antigo, perdeu o contato com o melhor amigo e, agora, ainda tem que aguentar as pessoas perguntando a todo tempo se a conhecem de algum lugar. Chega a hora de cursar o terceiro ano do Ensino Médio, não vai ser fácil. Novo colégio, rodeado de pessoas diferentes. Os desafios surgem e as inquietudes aumentam. Mariana começa a perceber que as experiência e desejos que guiavam o seu comportamento antes, de repente não fazem mais sentido. Entender as mudanças que vão desde belos momentos afetivos até estranhas festas da elite brasiliense será uma questão de sobrevivência.
E quanto à parede branca do título? Ah, meu caro leitor, só posso garantir que ela nunca mais será a mesma."










A princípio nos deparamos com uma personagem de personalidade bem forte, algo que dificulta estabelecermos vínculo com a mesma. Todavia, aos poucos vamos nos desfazendo dessa premissa, porque percebemos o quanto  que existe de Mariana dentro de nós, até mais do que realmente acreditamos, principalmente quando se compreende não só seus defeitos e erros (afinal, não é fácil ser taxada como a "lunática do PAS",né?),dessa forma passamos a entender seus medos e anseios, além de todo histórico de um pai ausente e o súbito afastamento do melhor amigo.Então,aquela menina que se escondia atrás da sua armadura antissocial, na verdade é só alguém que precisa ser compreendida, assim como ela deve compreender a si mesma também.

Tal postura repetia em tudo, desde sua implicância com seu irmão Lucas, até seu desdém pela sua mãe Carla, já que não queria ser que nem ela. Isso também refletia bastante no seu quarto,onde suas paredes brancas não possuíam  nada que representasse sua personalidade. Era tudo sem fotos, sem decoração, sem histórias.



Todavia, ao ingressar em um novo colégio novo (Joana D'Arc) ela se deparou não só com um novo ambiente, e sim também com novos amigos, como Lara e Maurício, além de  festas e até sentimentos "estranhos" em seu coração que sua vó Fatinha sempre vivia alertando-a sobre isso.

Fazendo com que percebesse o quanto precisava parar de olhar tanto só para um foco, e começar a ver mais para aquilo que a cercava, mas não é fácil perceber isso, certo?

Então vai ter alegria, choro, ansiedade e raiva também. Por isso convido você, caro leitor, a mergulhar nessa história e preencher também as paredes brancas do seu quarto.









Ao vê-la aos poucos mudando isso, você acaba se sentido feliz...seja por ela estar formando novos amigos, permitindo mais ou deixando-se embarcar em novas sensações e fazendo novas descobertas.

“- O que é?
- Só verificando se é você mesma ou algum protótipo alienígena.
- Que diabos você está insinuando?
- A Mariana verdadeira nunca se preocuparia com os outros. Ela só pensa em estudar!”



Se tivesse parado de ler nos primeiros capítulos, teria concluído que Mariana é aquela típica garota que eu preferia manter distância durante o meu Ensino-Médio. Pessoas que sempre se embasaram na prepotência para se vangloriar de algo, sempre me incomodaram.



“Confesso que quando ela citou a palavra “amiga”, meus ombros se contraíram. Não usava essa palavra desde Ian. Tá que, com ele, era no masculino. Mais uma vez, um conflito interno se deu. Um lado meu estava inseguro e com medo de se machucar novamente. Outro gritava de alegria “Sim, Lara é minha amiga!”. Não estava fácil.”

Todavia, ao continuar as próximas paginas, pude me desvencilhar dessa ideia, pois percebi o quanto tem de Mariana em mim, pois todos possuem também aqueles receios e anseios ao prestar vestibular  e escolher um curso, que para muitos é a melhor opção (mas nem sempre pra você é),já que lhe oferece grande estabilidade no mercado. Assim, pude me transpor para época que eu fazia cursinho de vestibular, pelas noites mal dormidas, pelos simulados de provas  nos finais de semana e focar em passar em um curso que eu realmente nem se quer sabia se era mesmo o meu desejo.



Também quis prestar vestibular para Medicina na UNB (será que era mesmo isso?), porém ao poucos fui desanimando da idéia,não só pela dificuldade, aqui sabemos bem como a concorrência não é nada fácil, mais pelo o curso em si...não me imaginava exercendo a profissão, porém me imaginava  dentro de algum hospital (vai entender).E foi aí que resolvi dar chance para aquele meu sonho que estava bem escondidinho que eu nunca havia contado para ninguém, que era o meu amor pela psicologia. Nesse momento muita gente ficou surpreso, mas resolvi escolher aquilo que me fazia feliz, na verdade sempre digo que foi  ela que me escolheu, e já são seis semestres em que a cada dia tenho mais certeza que estou no caminho certo.








Gostei bastante do desenrolar da história, não só por me identificar em relação sobre PAS, vestibular e UNB,e sim por realmente me sentir parte da história, de ver como Mariana se descobre, e como nós leitores participamos desse momento. No final realmente entendi o sentido do que é estar bem consigo mesma, e como isso é imprescindível para aqueles que nos cerca. Então obrigada Marina Oliveira por nos propiciar isso através da escrita (parece clichê já que você é parceira do blog, né? rsrs),mas esses agradecimentos são de coração (acho que já agradeci umas dez vezes),pois fico feliz não só por ter confiado seu trabalho a mim,e sim por me apresentar uma história que me fez refletir bastante.

Também, através do livro pude observar como realmente de certa forma o nosso quarto reflete no que nós somos, nesse caso aqui o enfoque seria a nossa parede. Então lembrei da primeira decoração que tinha na minha, assim que me mudei para o apartamento novo, a única coisa que continha nela era o desenho de uma árvore com um passarinho saindo de uma gaiola, acho que representava bem a sensação de recomeço que estava sentindo naquela época.

Depois vieram quadros da Marilyn Monroe (uma das mulheres que me inspiram),um filtro dos sonhos...até que um dia resolvi mudar, e tudo deu espaço ao meu mural de fotos da viagem que fiz para Vitória-Espirito Santo (melhor viagem que já fiz, aprendi muito nesse lugar). Logo em seguida mais um recomeço, dessa vez tudo virou flores, seja pelo meu papel de parede, ou pelas rosas secas que ficam penduradas nela, e isso me representa bem hoje. Se fosse para nomear toda essa decoração em um sentimento, seria a palavra gratidão, por tudo e todos.

Espero que tenham gostado!

A Parede Branca do Meu Quarto, tanto a versão digital como física pode ser encontrada no site da livraria Cultura, só clicar aqui Ó.

Editora: Thesaurus
ISBN: 9788540903968
Gênero: Romance/Jovem Adulto
Páginas: 384


Comentários
9 Comentários

9 comentários :

  1. Ja quero ler esse livro! 😍

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  2. Fico feliz que tenha gostado do livro! Acho que os brasilienses tendem a se identificar ainda mais, né? E que post lindo! Que a parceria continue ;)

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  3. Obrigada, acredito muito nessa nossa parceria *--*

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  4. Adorei sua resenha! Realmente ficou bem completinha de modo que me fez ficar mega curiosa pra ler o livro!
    Vou colocá-lo na minha lisitinha, pois não conhecia a autora.

    Grande beijo <3

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  5. Olá Stéfhanie,que bom que gostou :)
    Desejo-lhe uma boa leitura!!!

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  6. Fiquei bastante curiosa para ler o livro, até porque a protagonista se chama Mariana, <3!
    Beijos
    Mari
    www.pequenosretalhos.com

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