revirando o baú

A Guerra que Salvou Minha Vida!

11/09/2017

Esse Blog não morreu, juro! Porém, estou em fase de TCC I, otimizar o meu tempo acaba sendo um exercício bastante complicado.

Sem mais delongas, hoje vim falar sobre uma das minhas últimas leituras, o livro  "A Guerra que Salvou Minha Vida” da escritora Kimberly Brudley, publicado pela editora Darkside.
Título: A Guerra que Salvou Minha Vida/ Título Original: The War That Saved My Life/ Autora: Kimberly Brudley/ Editora: Darkside / Páginas: 240 / Ano: 2017 / Comprar: Amazon.

Sinopse: “A Guerra que Salvou Minha Vida é um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorrisos no rosto e lágrimas nos olhos entre um parágrafo e outro. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar um lugar no mundo. Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um pé torto como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando."
A trama:“A Guerra que Salvou Minha Vida” foi uma leitura diferente, conhecer essa história foi um presente.

A princípio, título me remetia a outros enredos, lembranças de livros como O Diário de Anne Frank; Inverno na Manhã até outros que retratavam holocausto, mas estava enganada.

Apesar de se passar em um período de guerra e grandes tensões por um eminente ataque da Alemanha nazista, o livro  nos apresenta um novo ângulo, dessa vez, pelo olhar ingênuo de uma garotinha chamada Ada.

Ada passou a infância trancafiada em casa pela própria mãe, que acreditava que o "pé torto" da filha era castigo divino. O que impedia Ada de conhecer as coisas simples da vida, como nomear os objetos, apreciar os sabores dos alimentos e até mesmo saber o quê era ser tocada por um abraço.

Por ironia do destino (ou não) uma ameaça de bombardeio em Londres obrigou todos os pais a mandarem os seus filhos para interior da cidade e, que parecia ser um grande caos, foi a oportunidade que Ada e seu irmão Jamie tiveram de ter uma nova vida. 
Personagem principal: Acompanhar Ada nessa história é bastante gratificante, sua inocência diante do mundo faz você questionar sobre as coisas simples do cotidiano e como deixamos passar despercebidas, não dando o devido valor

Me mostrou também a ter paciência, principalmente quando a mesma relutava em aceitar e compreender as coisas boas que aconteciam. É difícil estabelecer confiança e aceitar que tudo pode mudar, então vê-la conquistando isso aos poucos, no seu tempo, no seu modo me deixou bastante feliz.

Personagens secundários: Jamie me cativou com sua doçura, mesmo apesar de todo medo que se instalou por causa da guerra, seu modo de encarar a vida nos faz acreditar que sempre pode haver algo bom e novo para emergir.

Também chamo atenção para a personagem Srta. Smith (Suzan), quem acolheu a princípio por obrigação Jamie e Ada em sua casa, apesar da relutância se fez presente como uma mãe que eles nunca tiveram, educado, dando-lhes uma nova chance e amor.
Quotes: Ele achou que eu estava mentindo, ou, na melhor das hipóteses exagerando. Agora voltava a encarar o meu pé ruim. Senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Pensei no que a Susan faria. Espichei o corpo, cravei os olhos no homem e disse, empertigada: "Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro."

"Nossa coragem, nossa disposição e nossa determinação nos levarão à vitória."

"É horrível termos que enfrentar as nossas próprias falhas."

"Algumas coisas a gente tem que enfrentar em família." 

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A autora: "Kimberly Brubaker Bradley vive com o marido e os filhos em uma fazenda no sopé das Montanhas Apalaches, entre pôneis, cães, gatos, ovelhas, cabras, e muitas, muitas árvores. É autora de vários livros, entre eles Leap of Faith e Jefferson’s Sons. A Guerra que Salvou a Minha Vida ganhou o Newbery Honor Book, o Schneider Family Book Award e o Josette Frank Award, além de ter sido eleito entre os melhores livros de 2015 pelo Wall Street Journal, a revista Publishers Weekly, a New York Public Library e a Chicago Public Library, entre outros."


Espero que tenham gostado da resenha!