revirando o baú

A Charada Azul

16/10/2017

Uma vida resumida em Trabalho de Conclusão de Curso, estágio mudanças, noivado e um escritório novo para o Blog. Aos poucos vou organizado tudo e tentando estar mais presente por aqui.

Para suprir esse ausência, venho trazer uma resenha sobre um livro bastante interessante, intitulado "Charada Azul" do escritor Vinicius Ribeiro publicado pela nossa editora parceira, Kiron. 
Título: Charada Azul / Autor: Vinicius Ribeiro / Editora: Kiron / Páginas: 140 / Ano: 2016 / Comprar: Link.

Sinopse: "Charada Azul é o relato das desventuras psicodélicas de um grupo de amigos que, em seus conflitos pessoais, buscam mais do que sobreviver em uma cidade grande em meio ao caos da violência doméstica e urbana, desamparados pela segregação social e discriminação racial, enfrentando problemas que acometem os jovens de todas as cidades brasileiras, mas ambientada aqui nas noites soturnas do poeta Mário Gomes e de sua Fortaleza alencarina, uma Fortaleza de praias e festas, porém também opressora e desigual, cheia de riscos e belezas, a um só tempo moderna e provinciana; mais do que apenas sobreviver, o que os personagens buscam é aceitação, amor, prazer, redenção e uma reconciliação com seus pais, seus medos, seus traumas infantis, e nesse contexto a preocupação com o futuro, com a própria imagem, o abuso com as drogas, a entrega e o abandono. Influenciado pela literatura Beat, o autor narra uma viagem tridimensional e sem preconceitos sobre a realidade da vida de pessoas em Fortaleza, no Brasil e ao redor do mundo que querem alcançar a liberdade e se transcender; é também sobre a interminável guerra de repressão às drogas, movida por um jogo de interesses que vitima a população pobre, negra e periférica."

A trama: Em meio as nossas escolhas literárias sempre damos prioridades a temas que nos convêm e acabamos deixando passar livros e autores que podem agregar em nossas vidas de alguma forma.

Poderia ter sido assim com "Charada Azul", pois, temática sobre drogas e viagens psicodélicas nunca me chamará atenção, mas ao conclui-lo vi que era diferente.

O mesmo retrata a vida de um grupo de amigos, singulares, jovens e atraentes, que em comum encontra nas drogas o seu refugio e, o que poderia ser apenas a decadência de um grupo de viciados em Fortaleza, nos apresenta pessoas que tentam apagar as violências do passado e o caos interior. É um livro político, cultural e social.

Personagens: Desta vez escolhi falar dos personagens como um todo, pois, gostei da construção de cada personagem assim como seus respectivos nomes: Icarus; Ofélia; Amaro; Acádia; Malcom; Tâmara; Mônica e Eduardo. 

Em algumas páginas, nas notas de rodapé você poderia saber o motivo e a história por trás de cada nome. Algo que achei muito interessante. 

Quotes: "Deixei de ser dono do meu ser...eu era muito mais que meros efeitos, ou marionete de um ventríloquo desvairado, eu era parte do todo."

"Em resumo, fugíamos. E na fuga nos encontrávamos. Queríamos ser salvos, mas não antes de nos destruirmos um pouco - E a quem mais fazíamos mal senão a nós mesmos? Ajudávamos uns ao outros, conquanto no foro íntimo nos infligíssemos crueldades inigualáveis. Não era falta de amor próprio. Era o excesso desse, embora em sua versão distorcida, transfigurada e turva." 

"Ele cuidava de mim, eu cuidava dele. Éramos irmãos sem obrigação sanguínea; éramos namorados sem o sexo ou contato íntimo; éramos cúmplices de um assassinato sem a existência de um cadáver. Partilhávamos de um bem comum: a camaradagem, a amizade."

O autor: "Vinicius Santos de Mattos Ribeiro nasceu em Fortaleza, no ano de 1990. Escritor, professor, pesquisador e poeta, tem se destacado em todas as áreas que atua. Com 20 anos teve sua estreia como escritor com a publicação de seu primeiro livro Fúcsias e outros contos, o qual foi premiado na categoria Melhor Livro de Contos Moreira Campos em concurso promovido pela Secretaria do Estado do Ceará. Charada Azul, seu segundo livro, vem a público financiado por amigos, familiares, e pessoas ao redor do mundo através de uma plataforma de financiamento coletivo, administrada pelo site Catarse."

Gostei bastante da escrita do Vinicus, uma linguagem bastante rica, cheia de referências culturais, sobre livros, filmes e músicas.

Espero que tenham gostado da resenha!




A Guerra que Salvou Minha Vida!

11/09/2017

Esse Blog não morreu, juro! Porém, estou em fase de TCC I, otimizar o meu tempo acaba sendo um exercício bastante complicado.

Sem mais delongas, hoje vim falar sobre uma das minhas últimas leituras, o livro  "A Guerra que Salvou Minha Vida” da escritora Kimberly Brudley, publicado pela editora Darkside.
Título: A Guerra que Salvou Minha Vida/ Título Original: The War That Saved My Life/ Autora: Kimberly Brudley/ Editora: Darkside / Páginas: 240 / Ano: 2017 / Comprar: Amazon.

Sinopse: “A Guerra que Salvou Minha Vida é um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorrisos no rosto e lágrimas nos olhos entre um parágrafo e outro. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar um lugar no mundo. Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um pé torto como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando."
A trama:“A Guerra que Salvou Minha Vida” foi uma leitura diferente, conhecer essa história foi um presente.

A princípio, título me remetia a outros enredos, lembranças de livros como O Diário de Anne Frank; Inverno na Manhã até outros que retratavam holocausto, mas estava enganada.

Apesar de se passar em um período de guerra e grandes tensões por um eminente ataque da Alemanha nazista, o livro  nos apresenta um novo ângulo, dessa vez, pelo olhar ingênuo de uma garotinha chamada Ada.

Ada passou a infância trancafiada em casa pela própria mãe, que acreditava que o "pé torto" da filha era castigo divino. O que impedia Ada de conhecer as coisas simples da vida, como nomear os objetos, apreciar os sabores dos alimentos e até mesmo saber o quê era ser tocada por um abraço.

Por ironia do destino (ou não) uma ameaça de bombardeio em Londres obrigou todos os pais a mandarem os seus filhos para interior da cidade e, que parecia ser um grande caos, foi a oportunidade que Ada e seu irmão Jamie tiveram de ter uma nova vida. 
Personagem principal: Acompanhar Ada nessa história é bastante gratificante, sua inocência diante do mundo faz você questionar sobre as coisas simples do cotidiano e como deixamos passar despercebidas, não dando o devido valor

Me mostrou também a ter paciência, principalmente quando a mesma relutava em aceitar e compreender as coisas boas que aconteciam. É difícil estabelecer confiança e aceitar que tudo pode mudar, então vê-la conquistando isso aos poucos, no seu tempo, no seu modo me deixou bastante feliz.

Personagens secundários: Jamie me cativou com sua doçura, mesmo apesar de todo medo que se instalou por causa da guerra, seu modo de encarar a vida nos faz acreditar que sempre pode haver algo bom e novo para emergir.

Também chamo atenção para a personagem Srta. Smith (Suzan), quem acolheu a princípio por obrigação Jamie e Ada em sua casa, apesar da relutância se fez presente como uma mãe que eles nunca tiveram, educado, dando-lhes uma nova chance e amor.
Quotes: Ele achou que eu estava mentindo, ou, na melhor das hipóteses exagerando. Agora voltava a encarar o meu pé ruim. Senti uma onda de calor subir pelo meu pescoço. Pensei no que a Susan faria. Espichei o corpo, cravei os olhos no homem e disse, empertigada: "Meu pé ruim fica muito longe do meu cérebro."

"Nossa coragem, nossa disposição e nossa determinação nos levarão à vitória."

"É horrível termos que enfrentar as nossas próprias falhas."

"Algumas coisas a gente tem que enfrentar em família." 

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A autora: "Kimberly Brubaker Bradley vive com o marido e os filhos em uma fazenda no sopé das Montanhas Apalaches, entre pôneis, cães, gatos, ovelhas, cabras, e muitas, muitas árvores. É autora de vários livros, entre eles Leap of Faith e Jefferson’s Sons. A Guerra que Salvou a Minha Vida ganhou o Newbery Honor Book, o Schneider Family Book Award e o Josette Frank Award, além de ter sido eleito entre os melhores livros de 2015 pelo Wall Street Journal, a revista Publishers Weekly, a New York Public Library e a Chicago Public Library, entre outros."


Espero que tenham gostado da resenha!